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Jovens Herois Pioneiros Mormons

Algum dia você sonhou em ser um herói? No século XIX, os Mórmons foram forçados, por causa da perseguição, assassinatos e ódio, a deixarem seus lares e se mudar para o deserto de Utah. Foi uma longa e dura viagem, feita frequentemente a pé, mas deu a muitos jovens a oportunidade de se tornarem heróis. Suas historias são contadas até os nossos dias.

A Companhia Martin de carrinhos de mão enfrentou mais problemas do que todas as outras companhias. Eles estavam tão desesperados para alcançar Lago Salgado que saíram muito próximos do inverno e naquele ano as tempestades chegaram mais cedo. Eles foram aconselhados a esperar, mas eles estavam muito ansiosos para começar uma vida em segurança. Eles começaram a viajar no frio do inverno, a época mais difícil para encontrar comida e manter-se aquecido.

Em outubro de 1856, Brigham Young soube que eles estavam com graves problemas. A conferencia semi anual da Igreja estava por começar, então durante a conferencia, ele convidou voluntários para formar uma equipe de resgate. A equipe encontrou-os, trazendo comida e ajuda. Entretanto, quando alcançaram o Rio Sweetwater, o povo da Companhia Martin de carrinhos de mão estava enfraquecido por terem passado fome e frio durante tanto tempo. O rio profundo, largo e frio parecia ser mais do que eles poderiam enfrentar e sentiram medo de que sua jornada terminaria ali, porque eles não teriam forças suficientes para atravessa-lo. Três jovens rapazes da equipe de resgate, George W. Grant, David P. Kimball, and C. Allen Huntington, tomaram a responsabilidade em suas próprias mãos  e decidiram carregar as pessoas até a outra margem do rio. Aqueles três rapazes carregaram quase todos os membros da companhia de carrinhos de mão. Entretanto, como todo ato de heroísmo, eles tiveram um preço pagar. Eles ficaram doentes por causa do desafio de permanecer tanto tempo na água gelada e carregando tato peso. Eventualmente – anos depois de seus atos heroicos –   todos eles morreram de complicações decorrentes do dia de seu ato heroico. Brigham Young ficou comovido com seu sacrifício e chorou quando ele soube do que eles fizeram.

Mary Goble era uma jovem moça da Conpanhia Cluff Wagon, que seguiu a Companhia Martin de carrinhos de mão afim de ajuda-los. Porque eles tinham carroções e não carrinhos de mão, eles possuíam melhores suprimentos e mais opções do que eles. Seu heroísmo veio na forma de ajudar sua mãe. Sua mãe ficou muito doente durante a sua viagem e sua companhia estava viajando em uma área que não possuía água. Eles foram capazes de algumas vezes, derreter a neve para ter água para beber, porém a mãe de Mary  ansiava por água de uma nascente que havia a poucos quilômetros de distancia. Mary foi buscar essa água para ela, viajando com uma mulher da companhia. Enquanto elas andavam, elas encontraram um homem muito doente. Ele era velho e não podia se mexer. Elas sabiam que ele iria morrer rapidamente se não encontrassem ajuda. Mary continuou para pegar a água para a sua mãe e a outra mulher voltou para o acampamento para conseguir ajuda para aquele homem.

Mary estava naturalmente amedrontada por encontrar-se sozinha na floresta. Os viajantes tinham medo dos nativos e ela estava tão ocupada procurando não encontra-los que ela se perdeu. Logo ela percebeu que estava completamente perdida em um lugar selvagem. A neve chegava até o seu joelho e era quase meia noite quando uma equipe de busca a encontrou. Eles tentaram cuidar dos seus pés congelados.

A mãe de Mary morreu assim que chegou no Vale e eles carregaram seu corpo em um carroção pelo resto do caminho. Três dos irmãos mais novos de Mary já haviam falecido durante a viagem de cinco meses. Quando eles chegaram naquela noite, foram recebidos com abrigo e alimento. Brigham Young veio cumprimenta-los na manha seguinte. Lagrimas encheram seus olhos quando viu os pés congelados de Maria e soube que sua mãe havia morrido. Um médico foi chamado para amputar os dedos dos pés que já não podiam ser salvos. Naturalmente, isso foi traumático para ela, mas Brigham Young fez uma promessa profética de que seus pés e suas pernas seriam curados. Ela não podia naquele momento saber se isso aconteceria. Ela continuou a piorar e o medico disse a ela que deveria amputar os seus pés. Ela se recusou, lembrando da promessa de Brigham Young, e tendo fé nela. O medico ficou maravilhado, algumas meses depois, ela estava completamente curada.

As vezes, um herói, é apenas alguém que mantém o curso, fazendo o que deve ser feito mesmo quando seu coração esta partido e seu corpo esta fraco. Esse foi o caso de Maggie de treze anos e Ellen de nove anos de idade, que deixaram sua casa na Inglaterra para se unir aos Mórmons, cuja religião  haviam acabado de aceitar. A família Pucell emigrou para os Estados Unidos no mesmo navio que trouxe Mary Goble.

Quando chegaram, eles descobriram que os seus carroções e carrinhos de mão não estavam prontos e seria já julho quando poderiam começar sua viagem. Eles viajaram para Winter Quarters no Missouri e então seguiram para Salt Lake. Eles tiveram que cruzar varias vezes o rio Platte, e na ultima vez já havia pedaços de gelo flutuando na água. Alguns estavam muito fracos para tentar atravessar um rio tão profundo e gelado, sentaram em suas margens e morreram. Outros, incluindo a família Pucells, enfrentaram a água. No entanto ao fazer isso, a mãe das meninas ficou muito doente e teve que ser colocada no carroção. Seu pai, apesar de magro e fraco pela falta de alimento, tentou puxar o carroção sozinho ate as colinas escarpadas, com as meninas empurrando a parte de trás do carroção.

Quando chegou a hora de cruzar um outro rio, de novo gelado, o pai afundou. Ele conseguiu subir de volta, mas acabou morrendo do outro lado do córrego. Agora, havia apenas as meninas para cuidar da mãe e continuar a viagem. Sua mãe também morreu logo depois e as meninas ficaram órfãs. Apesar de seus corações partidos e o medo que deveriam estar sentindo, elas seguiram em frente, fazendo o melhor que podiam com a ajuda disponível, até que o resgate veio. Então elas continuaram, ainda lutando com frio, com pouca comida e roupas quentes para ajuda-las. Todos haviam passado fome por tanto tempo que ficaram perigosamente magros e fracos.

As garotas tinham seus braços e pernas congelados. Ellen teve suas pernas amputadas até os joelhos  – e porque os santos haviam apenas chegado ao Vale, eles não tinha as ferramentas apropriadas ou anestesia.  Você pode imaginar suas pernas sendo amputadas enquanto você esta acordado e sem anestesia? Isto não impediu Ellen. Ela casou-se e teve uma grande família. Ela sofreu com dores durante toda a sua vida, porque suas pernas nunca curaram plenamente, mas nunca ninguém ouviu ela se queixar. Sem uma cadeira de rodas, que temos hoje, ela aprendeu a andar com seus tocos e dedicou sua vida a ajudar os outros.

A vida pode ser dura. Frequentemente, não causamos os desafios que enfrentamos, mas ainda temos a responsabilidade de seguir os exemplos desses jovens e fazer algo de nossas vidas. Nos podemos aprender a suportar nossas provações e encontrar nosso lugar a despeito do que a vida nos oferece.

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